revista

Domingo, 18 de Maio de 2008 20:29




Revista dédalo #3.

Etiquetas: publicado

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Anti-siza - Passeio Atlântico?!

Domingo, 8 de Julho de 2007 15:09


sem comentários

expandir artigo
abreviar artigo

abafado, um dos primeiros dias de verão, muito quente. um corredor sem tecto e com as paredes de uma cor que não consegui encontrar na paisagem, pelo menos na que retinha na minha cabeça. Se me conduziu ou se me conduzi a mim próprio não me consigo lembrar. no seu terminus, já protegido do sol que não parava de aumentar de intensidade, senti um calafrio. Um arrepio agradavelmente horroroso subiu pela minha espinha ao chegar aquele manto de um verde electrizante sobre o qual fui abraçado em conjunto com o ancião sobreiro.
Porquê tanto espanto? afinal é tudo uma tristeza geral...

Por Blogger cau, a 18 de Julho de 2007 0:19  

Comentar

capa #3


Conceito: Eva Vieira e Mariana Simões

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Candidaturas à Direcção da dédalo 07/08

Sábado, 7 de Julho de 2007 13:03

Peço imensa desculpa aos candidatos, mas como devem compreender esta época é difícil.
No entanto, mais vale tarde que nunca. Por isso, e como damos mais valor à qualidade que aos prazos - algo que quem cá estuda compreende e deve concordar -, está disponível para download o logótipo da dédalo via zSHARE. Está disponível em três formatos diferentes - .pdf, .psd (photoshop) e .ai (illustrator) - dentro de um zip.

Instruções de download:
1 - Clicar no link seguinte: http://www.zshare.net/download/26012298f7d809/
2 - Clicar onde diz "Download Now!" - canto inferior esquerdo
3 - Esperar que o download comece
4 - Perguntar a si mesmo "Para quê estas intruções?"

Peço desculpa outra vez, em nome de toda a equipa.
Mais informações na AEFAUP.

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Uma Questão de Honra

Segunda-feira, 2 de Julho de 2007 23:59

Havia um filme, A Few Good Men, conhecido em Portugal como Uma questão de Honra. Um dos diálogos deste filme ficou para a história, com um Jack Nicholson a gritar com Tom Cruise. E havia também um arquitecto que, como muitos, fazia qualquer coisa para criar um intervalo intelectualmente estimulante enquanto detalhava um qualquer edifício.
O diálogo original pode ser lido no imdb. Podia ter traduzido mas perdia metade da piada, por isso vai em inglês.

Este post é para os geeks que andam por aí.


Elenco: Engineer: Jack Nicholson Architect: Tom Cruise

Engineer: You want answers?

Architect: I think I’m entitled to them.

Engineer: You want answers?!

Architect: I want the truth!

Engineer: You can’t HANDLE the truth!!

Son, we live in a world that has CHILLERS, BOILERS AND SWITCHGEAR. And those PIECES OF EQUIPMENT have to be LOCATED IN ROOMS. Who’s gonna DESIGN THEM? You? You, MR. ARCHITECT? I have a greater responsibility than you can possibly fathom. You weep for LOST PARKING SPACES and you curse the SIZE OF MY GENERATOR. You have that luxury. You have the luxury of not knowing what I know: that THOSE MEP SYSTEMS, while tragic, probably saved lives. And my existence, while grotesque and incomprehensible to you, saves lives…You don’t want the truth. Because deep down, in places you don’t talk about at parties, You WANT me on that DESIGN TEAM. You NEED me on that DESIGN TEAM. We use words like DESIGN, CODE, ANALYSIS…we use these words as the backbone to a life spent PROVIDING OWNER COMFORT AND ENERGY EFFICIENCY. You use ‘em as a punchline at a party.

I have neither the time nor the inclination to explain my DESIGN to a man who rises and sleeps under the blanket of the very ENVIRONMENT that I provide, then questions the manner in which I provide it! I’d rather you just said thank you and went on your way. Otherwise, I suggest you pick up a DUCTULATOR and DESIGN a BUILDING SYSTEM. Either way, I don’t give a damn what you think you’re entitled to!

Architect : Did you OVERSIZE THE MECHANICAL AND ELECTRICAL ROOMS?

Engineer : (quietly) I did the job you HIRED me to do.

Architect : Did you OVERSIZE THE MECHANICAL AND ELECTRICAL ROOMS?!!

Engineer : You’re damn right I did!!



Sim... bastante parvo mas inteligentemente engraçado.

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Arquitectura como performance* - Pedro Gadanho

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007 15:36

Artigo Abreviado



Até aqui, a ideia de mobilidade em arquitectura tem sido associada às relações do construído com as infra-estruturas do movimento ou, por outro lado, com as possibilidades de portabilidade da própria arquitectura.
No primeiro caso, a arquitectura é simplesmente um programa associado aos fluxos e trânsitos contemporâneos – que, na sua forma, responde, de modo mais ou menos mimético, à leitura ou interpretação destes fluxos.
No formato tradicional de expressão de valores no qual a cultura arquitectónica moderna se gosta de rever, as estações de comboios, os aeroportos ou os interfaces passam a ser dotados, eles próprios, de uma plasticidade dinâmica e fluída.
No segundo caso, a arquitectura aproxima-se do design industrial e vê-se a si própria como portátil, como transportável ou ainda como capaz de criar modelos rapidamente reprodutíveis.
Dentro desta tendência depara-se, durante todo o século XX, com uma panóplia de pesquisas arquitectónicas que vão desde a procura recorrente de uma casa pré-fabricada móvel – que nos Estados Unidos acabará por constituir um mercado importante de modelos efectivamente transportáveis – até ao desenho arquitectónico de todo o tipo de contentores e unidades de movimento.

Continuação


Mesmo perante este panorama – algo, afinal, advindo da mais corriqueira modernidade – muitos insistem, ainda assim, em confinar a ideia e prática de arquitectura a valores de estabilidade e de durabilidade.
Porém, de facto, as condições de mudança do mundo contemporâneo implicam que a arquitectura seja não só vista como firmitas – ou algo que se afirma no domínio da construção pura e dura – mas também como uma prática especializada capaz de gerar ideias e conceitos efémeros, ideias e conceitos que respondem a uma noção cada vez mais expandida da mobilidade nas sociedades contemporâneas.
Hoje, a mobilidade já não é só física e ligada a necessidades infraestruturais, mas é também social, política, económica ou mental.
Como diz Alain Bourdin em La Métropole des Individus, “estar permanentemente em movimento” é, agora, “no plano material, social, cognitivo,” poder também “surfar nos fluxos da moda, dos ambientes e do acontecimento.”
E estas últimas são categorias que, como sabemos, se encontram em mutação permanente.
Confrontados a mudanças mais rápidas dos usos e modos de vida urbanos, ao turnover do comércio ou das identidades pessoais e colectivas, ou, mesmo, à eminência de catástrofes súbitas que destroem o que se julgava estável e definitivo, a arquitectura não pode escapar à responsabilidade – também ela social – de dar resposta aos problemas variados que emergem destas novas formas de mobilidade.
Esta era já a percepção dos futuristas há cerca de cem anos atrás.
Mas, entretanto, a sociedade evoluiu e já não são, efectivamente, os fluxos materiais de pessoas ou objectos que constituem a preocupação social mais premente. A efemeridade que os futuristas viam principalmente como um resultado da guerra, hoje passou a ser uma condição do consumo e da progressão vertiginosa das tecnologias.
A arquitectura dita efémera emerge, nesse contexto, como uma resposta à mobilidade dos valores, dos ambientes e das necessidades mais prementes.
A arquitectura passa da dimensão de um serviço estático – associado à lentidão tradicional da construção física da cidade ou da mutação das identidades locais – à dimensão de uma performance, isto é, a uma capacidade dinâmica de resposta perante as exigências mais rápidas e extremas da cultura urbana contemporânea.
Neste caso, o sentido da palavra performance remete a uma eficiência técnica e económica a que, afinal, a arquitectura está obrigada a responder.

Porém, queremos ir mais longe e propor que esta performance também deve ser cultural.
Aceitando-se a arquitectura como uma prática cultural, a sua capacidade de performance deve contribuir para que esta adquira um papel social mais crítico, um papel de comentário activo às modificações sofridas na sociedade.
A faceta cultural da performance vem, por outro lado, da próprio tradição da performance art, uma forma de arte que, essencialmente a partir dos anos 70, foge aos cânones do objecto artístico e da expressão plástica para se dedicar ao princípio da acção e à evidência das expressões do próprio corpo – do artista ou dos actores e participantes na acção performativa.
Entre estas duas vertentes, não admira que, frequentemente, a arquitectura que podemos apelidar de performance combine a sua herança artística com
um sentido apurado de responsabilidade e crítica social.


Não só a tradição artística de que esta arquitectura provém mostrava já, por si, uma tendência frequente para endereçar problemas sociais prementes – lembre-se, por exemplo, os projectos de Krizstof Wodiczko para sem-abrigos – como também a performance se revela como um instrumento político mais eficiente para intervir rapidamente nos contextos urbanos.
Um projecto como Body Transit, do luso-francês Didier Fiuza Faustino, não só encarna uma incontornável dimensão performativa, como endereça também as questões de mobilidade política e social dos imigrantes ilegais.
A lógica performativa confirma-se aqui no facto de que só o trânsito real de um corpo na arquitectura embrionária e ergonómica de Faustino – neste caso figurado, na boa tradição da performance art, pelo próprio arquitecto – faz com que o projecto faça pleno sentido.

O mesmo se pode dizer de Stairway to Heaven, objecto crítico relativamente ao seu contexto social, que ganha sentido quando um jovem da área envolvente ascende à caixa de rede para o seu jogo de basquete solitário.
As primeiras obras de Diller & Scofideo pertencem também a esta lógica e mesmo Blur – o edifício com que contribuíram para a Expo02, na Suíça – mantém o carácter performativo e a efemeridade da própria matéria como uma componente fundamental do projecto.




Mais recentemente Andrés Jacque, em Madrid, ou os Moov, em Lisboa, conduzem a arquitectura de performance para novas direcções.
Em TechnoGeisha, Jacque propõe que a resposta que a arquitectura deve dar a todas as necessidades pode ser dada numa vestuário que simula a cidade.
Com Demo_Polis, os Moov invadem espaços urbanos sub-utilizados numa acção que preconiza a ocupação das suas tendas por quem delas necessitar.
Tal como a performance art está de volta – como se pode constatar pelo dossier especial que a revista Contemporary 21 lhe dedicou no seu último número de 2006 – também a arquitectura da performance está a emergir para invadir os interstícios e os vazios sociais da cidade contemporânea.


Pedro Gadanho Fevereiro 2007

*Este texto constitui o primeiro esboço para uma proposta sobre PerformanceArchitecture /
PerformingArchitecture destinada à Trienal de Hamburgo de 2009.

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Architecture is (e)motion - Pedro Bismarck

Artigo Abreviado

A NASA fez uma experiência. Construiu uma caixa sem arestas nem vértices, uma única superfície do tecto ao chão, totalmente branca e com um único material. Uma espécie de cápsula espacial oval, sem linhas, rodapés ou janelas, com a mesma luz opaca e constante e sem qualquer outra cor para além dessa névoa branca. Lá dentro, um único ocupante, também ele todo vestido de branco.


Ao fim de alguns minutos imerso nesse silêncio branco, o ocupante começa a sofrer alucinações. Frames ilusionais, slides imaginários produzidos pelo cérebro, que tentam assim compensar essa ausência de estímulos sensoriais. Não há referências espaciais, não há geometria nem perspectiva dentro desse contentor, apenas uma latência branca e contínua, um suspenso temporal e uma total ausência de movimento. E o que o cérebro tenta produzir com esses frames, para além de cor ou de formas é sobretudo movimento, sequências e sucessões que estimulem a própria mente. Sem esse motion, sem esse perpétuo movimento, o cérebro pararia, deixaria de funcionar. Porque movimento é o contacto do cérebro com o mundo que o circunda, é motion (moção) mas é também emotion (emoção). Isto é, não existe emoção sem moção; emoção é movimento e contacto entre corpos e matéria. A própria origem etimológica comum demonstra essa relação, do latim emotio, e + motio, sendo esse e, o prefixo que significa “fora, para fora”. Isto é, pressupõe um “cá para fora” um movimento exterior, uma projecção, porque emocionar é, também, a capacidade que temos de revelar algo e por isso de pensar.

Continuação

O movimento é parte integrante do homem, mas é muito mais do que isso, obsessão histórica e necessidade biológica, desde que se lançou das florestas para as extensas planícies da savana, desde as primeiras representações artísticas das caçadas, desde a invenção da roda, do barco e depois da construção de estradas, pontes e aquedutos. Mais tarde, refutou-se a ideia de uma terra imóvel e estática, inventaram-se átomos, éter, e movimento universal de matéria e de luz. Newton, Bach, Neumann. Máquinas a vapor, impressionismo, cubismo, aviões, satélites, Internet. O homem é movimento, o corpo está em permanente acção, e quando não está, de noite enquanto dormimos ou em situações extremas – num deserto, nevoeiro, nessa cápsula branca – o cérebro encarrega-se de compensar essa ausência.
Para além disso, a cada momento histórico e “estilo” arquitectónico, corresponde um movimento próprio, uma concepção de espaço-tempo específica. Cada estilo tem a sua própria velocidade, o seu ritmo. E se na sua história o homem tem perseguido velocidades cada vez maiores, também essa realidade se reflecte na arquitectura. Arquitectura sobrepõe-se, os edifícios vão-se justapondo, todos com os seus ritmos e velocidades diferentes. O silêncio e a calma de um templo grego, apreendido serenamente enquanto se caminha pelas montanhas da península grega. A catedral gótica com o seu movimento vertical e a sua permanente construção e circulação de homens. O barroco, espaço diluído e dinâmico, essa percepção que a terra não é jamais corpo imóvel e estático. Depois, a máquina aumenta essa velocidade, retira a supérflua decoração dos edifícios e abre esses vãos e janelas. O vidro reflecte e multiplica os corpos – e o seu movimento –, é o material por excelência da arquitectura do século XX.

Tangencialmente a essa sucessão, existem outras situações-limite: a vasta planície do deserto, esse nevoeiro denso opaco, um parque de estacionamento vazio, um quarto escuro ou essa cápsula branca. Espaços sem movimento, onde apenas persiste a eterna duração do mesmo instante, a sua repetição milimétrica, ad aeternum…São por isso e voltando atrás, espaços sem (e)moção, não no sentido único de estabelecer ou não uma afectividade, mas emoção enquanto esse dispositivo de matéria que predispõem o homem a pensar. Ora, nessa cápsula o ocupante – não pode existir o habitante -, não age, não reage, vive apenas aquilo que já viveu, é só ele, diante de ele, imagens e alucinações da memória, remakes cerebrais. E por isso, também, esta cápsula retém em si essa bela e distinta contradição humana que exerce sobre nós um certo fascínio. Essa possibilidade impossível de um espaço sem tempo - por isso sem movimento - e esse estar fora da realidade., um espaço que escape à acção dominadora do tempo, ao desgaste do movimento. Mas que simultaneamente já não é lugar algum, porque é uma impossibilidade, um limite. Não existe um espaço sem estímulos, - nunca poderemos estar totalmente fora da realidade –, um espaço que não produza movimento e que não provoque emoção, que não projecte, que não crie. Seria apenas o homem parado e inerte, em frente a uma espécie de espelho da alma, num eterno instante e numa eterna loucura. Não há futuro dentro dessa caixa, apenas o silencioso branco da ilusão e da demência.

Essa cápsula branca é assim afirmação e negação da arquitectura. É utopia e desejo desse espaço intemporal, dessa ideia de eternidade, experiência-limite do homem, mas já não é arquitectura. Porque esta deve reter em si a capacidade de criar movimento, de provocar emoção, deve ser capaz de produzir esse e-motion. A arquitectura deve ser esse dispositivo capaz de transformar movimento em emoção, de produzir emoção, não para chorar ou rir, mas emoção, enquanto essa matéria potenciante de uma predisposição para pensar, de projectar o homem no mundo, de o mutar (regenerar) e de se mutar (regenerar) a ela própria. Deve inscrever e não ausentar, deve provocar e não anular. A arquitectura é a possibilidade do movimento, é a possibilidade da emoção e a possibilidade do pensar. Architecture is (e)motion.


referências:
Damâsio, António R., O Erro de Descartes. Lisboa, Publicações Europa-América, 1995
Morin,Edgar, O Paradigma Perdido. Lisboa. Publicações Europa-América.1975
Van de Ven, Cornelius, El espacio en arquitectura, Madrid, Ediciones Cátedra, 1981
Grande enciclopédia universal, vol.7, Lisboa , durclub, 2004

http://www.nasa.gov
http://en.wikipedia.org/wiki/Motion_%28physics%29
http://en.wikipedia.org/wiki/Emotion


imagens: 2001 – odisseia no espaço, Stanley Kubrick, 1968

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Edifício, o nómada. Engenhosa engenhoca - Luís Grilo

Artigo Abreviado
A efemeridade da presença física na ocupação do território

No contexto do mundo actual, os fluxos que tecem a rede global de distribuição de grandes quantidades de informação perdem a sua substância material. Metamorfoseiam-se em complexos circuitos digitais que transportam dados inerentes a uma economia de consumo massificado e desenfreado. As regras do jogo são outras. Estabelecem relações recíprocas iminentemente temporárias. A escala destas relações alarga-se a uma velocidade alucinante. Tornam-se “genéricas”. O vasto fluxo de interacções humanas destrói as distâncias físicas.


As sociedades são compostas por “peças” transdiciplinares e transnacionais, corpos em movimento que se alimentam do trabalho e do ócio oferecido pelas cidades. A rápida evolução do conjunto das peças e das tecnologias implicadas, exigem dos espaços a sua adaptabilidade aos impulsos gerados por esta segunda natureza que convida ao consumo e ao movimento - a urbe. Os edifícios que compõe a sua malha são pressionados por uma mobilidade indispensável. Os corpos que os habitam deslocam-se. Nómadas urbanos que desejam ou vêem-se obrigados a mover-se em conjunto com segundas peles, que lhes confiram a subsistência necessária. “Andar com a casa às costas” é fundamental e incontornável.
O edifício, a casa, a segunda pele, em perfeita harmonia com o corpo. Uma simbiose sustentada pelo que de mais essêncial se afirma nestes seres urbanos: prazer, deslocação, integração na sociedade, liberdade. Esta última não deixa de ser limitada. Mas o que antes seria um empecilho, uma afronta à própria liberdade do ser humano – trazer a casa às costas pressuporia, pelo menos, um certo peso sobre os ombros – é agora sintese de uma nova vivência espacial.

Continuação

O espaço da intimidade do corpo, representação e expressão do ser humano, está definido entre o orgão protector dos agentes envolventes prejudiciais - a pele humana - e um segundo revestimento, artificial, no sentido em que é exterior, uma extensão não só do primeiro orgão, mas complementar das efeciências do corpo humano.

A vivência da intimidade, cujas fronteiras são cada vez mais ambíguas, não só pela nova natureza da(s) prótese(s)/cápsula(s) - segunda pele -, assim como pelo sujeito social nómada e mutável que a habita, é acompanhada de novas formas de apropriação interior, mas também exterior. O espaço da intimidade é reduzido ao mínimo necessário, com o forte apoio da permanente evolução tecnológica.

Um edifício nómada na sua movimentação e disposição pelo vasto território global levanta novas questões. De facto, o que antes seria implantado no terreno, hoje flutua sobre a cidade, estabelecendo pistas de aterragem temporárias, de acordo com a mobilidade e velocidade do(s) indivíduo(s) que serve(m).

A partir de uma mochila monto a minha casa, o meu local de trabalho, o meu lugar de disfrute de prazer. Onde os vou instalar? Estará o terreno preparado para a incerteza e indefinição quanto à distribuição destes novos dispositivos?

Foi abolida a definição da arquitetura como um ambiente fixo para os corpos em movimento. O movimento passa a ser o da modificação do espaço e do corpo, mesmo que este se encontre momentaneamente parado. “Quando o meu corpo está parado e a arquitetura está a transformar-se, então estou em movimento. Estou a movimentar-me porque o edifício onde me encontro está a deslocar-se. Movo-me, porque o espaço em si mesmo está a alterar-se à minha volta. Movo-me porque o meu corpo está ele próprio a reconstituir-se”. Tudo é efémero. O sujeito é performativo. A arquitectura é parceira nessa performance.

O carácter tectónico da arquitectura desvanece-se nas novas necessidades e constante mutabilidade do mundo contemporâneo. A adaptabilidade e hibridismo espaciais/programáticos são exigidos, pondo em causa a estabilidade e enraizamento histórico da arquitectura no solo terrestre. Estes factores, a par da crescente multidisciplinaridade consequente da arquitectura, extinguem os limites espacio-temporais desta. A arquitectura separar-se-á da Arquitectura? Afastar-se-á daquilo que lhe é intríseco? A construção do abrigo que acompanha a existência do ser humano obedece agora a novos parâmetros. Estes referem-se a uma nova forma de mobilidade, nomadismo. Impõem o efémero. Novos perímetros são balizados. Novos caminhos são procurados….

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

O urbano enquanto território de relação - Alvaro Domingues

Artigo Abreviado

A “transumância” é uma palavra usada para denominar velhas práticas de pastoreio que eram muito comuns na Serra da Estrela e do Caramulo. No fim do Verão os rebanhos desciam a serra e eram conduzidos para os campos da Idanha, para o Douro, para a Cova da Beira, para o Alentejo, em busca de pasto nas terras de pousio e até da folha das videiras do Douro. Na Primavera, invertia-se o ciclo, e os animais eram conduzidos para o alto da montanha em busca dos prados naturais.



A transumância foi durante séculos um modo de organização do território, dos planaltos e cumes das serras, aos campos e ribeiras da planície. Nas cidades e pequenas vilas, a deambulação de pastores e ovelhas interrompia-se para se fazer o negócio da lã nas feiras. No séc. XVIII, são criadas as Reais Fábricas da Covilhã, e a cidade assume-se como um pólo de industrialização num lugar onde abunda a força motriz da água para accionar os engenhos têxteis que depois seriam a vapor e a electricidade ou gasóleo.
Hoje os rebanhos da transumância já não passam nas canadas (os caminhos dos rebanhos) da Covilhã, mas a cidade guarda memórias dessa geografia e dessa economia, e mesmo investimentos tão importantes como a Universidade da Beira Interior (a própria universidade usa antigas espaços fabris da indústria laneira), encontram a sua raiz nesta especialização que se cruzou entre a deambulação dos rebanhos e a transformação da lã, a actividade que fez cidade.

Continuação

A relação, o movimento faz parte do código genético das cidades. Tão importante como os “sítios” que os arqueólogos estudam nas primeiras cidades que tiveram essa denominação, são as “situações” que ajudam a compreender como é que os aglomerados urbanos se desenvolveram em pontos estratégicos onde passariam caravanas, exércitos, barcos, gados e pessoas; movimentos, em suma.
A transumância de hoje é mais uma espécie de “transurbância”, um movimento constante de pessoas que no dia a dia ou em períodos mais espaçados e (in)certos, procuram os recursos e a diversidade que são próprios do urbano. O território urbanizado é feito, por isso e para além das construções, de relações, tão intensas quanto a urbanidade com que se adjectiva.
Pensar o urbano (também) como um espaço de relações, implica pensar até que ponto a “territorialidade” urbana é marcada pelo tempo e pelo espaço dos movimentos. A relação espaço/tempo é assim filtrada de diferentes maneiras. A métrica e a geometria que fixa unidades absolutas de tempo e de espaço – metros, quilómetros, minutos, horas,… -, são distorcidas pela velocidade e pela acessibilidade. Uma distância fisicamente próxima nem sempre significa uma grande intensidade de relação. Ao contrário, uma distância fisicamente longínqua, pode significar alguns minutos se o suporte da mobilidade for veloz como um automóvel, ou a rapidez de uma mensagem na Internet ou no telefone móvel. Ou seja, o “atrito” que o espaço produz pode tomar significações e proporções muito variadas. Um traçado de auto-estrada que rompe uma malha urbana pré-estabelecida, tanto pode ser uma barreira intransponível, como um verdadeiro corredor de aceleração de relações, de fluxos. Independentemente disso, o tempo também não é para todos e ao mesmo tempo, o mesmo tempo que é marcado num cronómetro ou no relógio da torre da Câmara Municipal. Existem tempos acelerados e curtos, tal como existem tempos que se distendem ou que quase se suspendem. O tempo que para uns pode ser tempo “perdido” numa fila de trânsito, pode ser, para outros (no automóvel parado à frente), tempo precioso que é usado para comunicar com alguém, para resolver um assunto que antes do telemóvel só se podia resolver com a co-presença física. Sobre isto parece não haver qualquer tipo de dúvida.

Onde parece haver muitas dúvidas é quando estas questões são esquecidas e se volta à ideia de cidade como artefacto que só conhece um tempo, seja o do peão, o do automóvel ou outro qualquer. Existem “cidades” de distâncias longas e de distâncias curtas. O mesmo suporte físico (rua ou auto-estrada) pode variar subitamente entre o longo e o curto, entre o perto e o longe. É isso que complica. Quanto mais variada e sofisticada é a tecnologia que suporta a mobilidade (das pessoas, da informação, dos bens); quanto mais democraticamente distribuída; maiores são as probabilidades de cada indivíduo construir diferentemente a sua geografia urbana.
Só muito raramente se pode projectar cidade para um único modo de transporte, mas, frequentemente é o modo como, em projecto, se pretende resolver os conflitos da mobilidade, que se encontra a conflitualidade que o tema contém. Não vale a pena projectar uma ciclovia pelo meio da auto-estrada, mas também nada garante que um peão seja derrubado por um skate ou por uma bicicleta no passeio da marginal por muito boa que seja a sinalética. Sobre uma grelha uniforme de vias ortogonais, um meio individual de transporte produz uma carta de distâncias-tempo em mancha-de-óleo. Sobre a mesma grelha, o traçado do metro produz uma carta de distâncias-tempo de configuração linear que alterna com círculos em volta das estações.

Na realidade, as nossas deslocações são sempre multi-modais - aceleradas ou lentas, de curta ou longa distância, induzidas por escolhas individuais ou conduzidas por escolhas colectivas. As melhores cidades são sempre aquelas que melhor compatibilizam essas relações. A melhor escala não é nem a da proximidade, nem a dos espaços extensos; é a que melhor serve o maior número possível de pessoas dentro da diversidade de métricas e velocidades que se usam.

É a combinação da natureza multi-escalar do urbano, e da diversidade dos suportes e das tecnologias de mobilidade, que hoje nos fascina. Ao nível da macro-escala, o território urbanizado pode estender-se por centenas de quilómetros quadrados onde construções e funções se distribuem e misturam ao longo dos suportes da urbanização. Neste campo de forças, a aglomeração de actividades e de emprego, e os traçados e nós arteriais da mobilidade, constituem pontos e linhas que estruturam a complexidade do conjunto. Ao nível da micro-escala, o urbano toma outras significações, desde o quarteirão, a cidade velha, as novas polaridades e os imensos materiais/partículas de cada construção.
Cada projecto de arquitectura ou de urbanismo transporta em si uma determinada tensão que lhe advém do modo com aí se cruzam as diferentes escalas, modos e suportes de relação e de movimento. Um aeroporto, uma linha ou estação de metro, uma auto-estrada, um terminal de cruzeiros, respondem a parâmetros de mobilidade muito precisos. Os espaçamentos entre o edificado são, por isso, muito mais do que os “vazios” que intercalam os “cheios”. Os usos e as escalas dos espaçamentos que suportam a mobilidade podem conhecer nomes distintos (rua, estrada, caminho, parque de estacionamento,…) que já não são só classificáveis segundo a abordagem clássica (ruas, avenidas, travessas, etc.), nem se podem arrumar numa designação genérica de vias.

A questão é que as várias escalas do urbano combinam o código genético da cidade histórica (a cidade como ponto, de formas e limites reconhecidos), com o carácter expansivo e descontínuo do território urbanizado. A toda esta superfície se exige cada vez mais um grande desempenho em termos de circulação e de mobilidade que, inexoravelmente, contém conflitos e disfunções: sobretudo, o embate entre os grandes fluxos de circulação rodoviária nas vias arteriais rápidas, e os lugares do congestionamento e da contradição entre modos individuais e colectivos de transporte, a rua. Entre os dois fica a estrada, o suporte linear de uma urbanização que se intensificou nos últimos trinta anos e que ninguém tomou como processo gerador de “cidade”.
A nova estrada-rua é um dos lugares onde mais facilmente se verifica o conflito entre a mobilidade e o uso do solo. As casas e os edifícios-montra localizam-se cada um em relação à estrada e, menos, por critérios de mútua vizinhança. A casa e a “montra” convivem muitas vezes no mesmo edifício. O passeio ou o espaço público/privado que fica entre a estrada e o edificado cumpre uma difícil função de “membrana” que absorve mal as saídas e entradas, o estacionamento, as paragens do autocarro, o peão e, por outro lado, o intenso fluxo contínuo do tráfego de passagem.

Pensar os territórios e os espaços da mobilidade, exige, por isso novos desafios. Este, muito vulgar, de que se falou; ou outros como o que acontece quando um nó de auto-estrada desemboca directamente na fina retícula dos caminhos e das ruas. Diferentemente das situações-tipo estudadas na cidade canónica, estas mudanças bruscas de escala e de espacialidade das formas e dos movimentos, exigem pensar os “agrafos” da mobilidade i.e., as situações onde o urbano de grande escala, da velocidade, da relação, encontra a cidade lenta, da proximidade e das curtas distâncias. Aqui não se pode “cozer” (para usar a metáfora têxtil)!
Pôr um agrafo significa resolver - projectar com a infraestrutura - uma necessária inter-modalidade onde auto-estrada e avenida, automóvel, metro, autocarro ou peão, se possam confrontar e proporcionar uma possibilidade de escolha.
A transurbância significa possibilidade de escolher e ultrapassar as dificuldades da mobilidade que exclui. Quero dizer que se o urbano deve manter a possibilidade de tornar acessível à maior parte o grande número de possibilidades que oferece (trabalhar, estudar, viver, mover-se), devem-se ultrapassar os constrangimentos e as disfuncionalidades relacionadas com o movimento. Se assim não for, o urbano ficará dividido entre os hiper-móveis (os que podem ir para todo o lado…) e os hipo-móveis, os que estão dependentes de soluções de proximidade e/ou de lentidão. Automóvel ou metro, transporte individual ou colectivo, não são oposições, são complementaridades. Como e em que doses, é coisa que varia e que terá escalas e contextos apropriados. Para a cidade antiga vai havendo soluções já muito consensuais. Para a outra estamos apenas a começar a experimentar.

Álvaro Domingues

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

fim de ano

Quarta-feira, 20 de Junho de 2007 17:35



Festa Churrasco da FAUP, 5a_dia5_JARDINS DA FAUP


Pré-venda na AEFAUP: 3,5 euros*

No local : 7,5 euros = 2 bebidas



Cerveja - 1euro
Branca - 3euro

expandir artigo
abreviar artigo

nunca mais é quinta

Por Anonymous sara, a 26 de Junho de 2007 21:13  

Comentar

CIRconferências (Como Inovar Realidades)

Sábado, 9 de Junho de 2007 19:48


Nos próximos dias 13, 14 e 15 de Junho entre as 14h30 e as 20 h tomará
ocorrência o CIRconferências (Como Inovar Realidades) nas instalações da
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, nomeadamente no pavilhão
Carlos Ramos, a entrada será gratuita, e parte duma iniciativa da AEFAUP,
que pretende trazer aos alunos desta instituição e aos restantes
interessados, um diferente ponto de vista sobre as novas concepções
arquitectónicas que têm vindo a emergir no país.

Assim, os arquitectos convidados:
- Jorge Figueira, Alexandre Burmester e Luís Pedro Silva, dia 13;
-Nuno Grande, Cannatá e Fernandes e Promontório, dia 14;
-Nuno Brandão, Luís Urbano e Manuel Graça Dias, dia 15;
trazem à FAUP alguns dos seus mais recentes projectos de relevante impacto e
mérito na comunidade arquitectónica.
Estas conferências visam atingir maioritariamente os alunos da área, no
intuito de poderem ajudar à sua formação e concepção de ideais e mostrar do
que se está a fazer de melhor da arquitectura nacional.


Para mais informações:
organização e logística: Tiago Sá- 917461846
AEFAUP- tel. e fax- 226001291

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

movimento

Terça-feira, 5 de Junho de 2007 16:18


expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Condição e Circunstância

Artigo Abreviado



Yuri Gagarin, 1961 - Plug-in City, Peter Cook, 1964
Walking City, Ron Herron, 1964
- Aeroporto Internacional de Kansai, Osaka, Japão, Renzo Piano, 1994 - Nakagin Capsule Tower, Tokyo, Japão, Kisho Kurokawa, 1972
Estádio Arena, Amesterdão - Reichstag, Berlin, Alemanha, Norman Foster, 1999
Spots, Berlin, Alemanha, Realities:United, 2005


“Quarta-feira, 12 de Abril de 1961. Às 9h07min (hora local) um jovem cosmonauta russo, de 27 anos, 1,58m de altura e 69 quilos, ajustava-se à cápsula espacial Vostok I, uma esfera desconfortável com menos de 2,50m de diâmetro, que seria lançada rumo ao espaço por um foguete do mesmo nome”. Yuri Alekseyevich Gagarin seria o primeiro homem a viajar pelo espaço. “Iria viver um sonho inspirado sessenta anos antes pelo cientista russo Costantin Tsiolkowsky, que no início do século XX já tinha projectado a base da astronáutica moderna”.

Os anos 60 são caracterizados por um forte desenvolvimento económico e tecnológico que irá originar uma explosão do consumo e um optimismo sem precedentes. Resultando em profundas alterações sócio-culturais, toda a década será dominada pelo “sonho espacial” gerando uma iconografia “futurista” com repercussões na moda, nos objectos, na decoração e nas propostas arquitectónicas.

Continuação

Respira-se desassossego e inquietação. Aspira-se ao movimento e à efemeridade. A arquitectura conceptualiza e explora novas e radicais ideias e condições. Surgem os Archigram e lançam propostas futurísticas de arquitecturas móveis, mutantes e expansíveis, como a Cidade Interconexa (Plug-in City) de Peter Cook ou a Cidade Andante (Walking City) de Ron Herron. Propostas cujo seu lugar se encontrava sempre no limite entre o real e o imaginário, especulando sempre as potencialidades tecnológicas e produzindo um “interface da arquitectura entre os sistemas de transporte e os sistemas de comunicação”. Contemporâneo dos Archigram, o grupo metabolista, propõe abordagens e intervenções urbanas que “extravasavam os limites da terra e ocupavam espaços no mar e no ar, a par de residências móveis que podiam ser deslocadas para qualquer parte”. Apesar de muitas destas intervenções se terem revelado utópicas, outras por sua parte revelaram-se bastante pertinentes e importantes. Obras como o Aeroporto Internacional de Kansai, da autoria de Renzo Piano, situado num “megafloat”, “uma grande área flutuante que pode ser ancorada em qualquer região costeira”, remete-nos inevitavelmente para os arquitectos e princípios metabolistas japoneses dos anos sessenta. Hoje é claro que estes grupos, a par de outros movimentos da época, constituem um legado importante de referência e inspiração para os arquitectos do século XXI.

Assiste-se também, neste fim e virar de século, a uma procura e a uma perspectiva de criação de organismos e estruturas prolíficas, isto é espaços e corpos inacabados dotados de uma forte capacidade de adaptabilidade, improvisação, mobilidade e circunstância. Sistemas que não são dados como finalizados e eternos e que têm a capacidade de se reproduzir e multiplicar. Nakagin Capsule Tower, de Kisho Kurokawa, materializa esse desejo e remete-nos para a ideia de uma arquitectura sustentável baseada em princípios de troca, substituição e reciclagem anteriormente abordados pelos metabolistas.

A ideia de movimento declara-se assumindo e revelando diferentes formas, contornos e significados. A condição física da arquitectura, aparentemente associada a uma natureza estável, fixa e imóvel, é assim confrontada com uma série de “vibrações e ressonâncias” teórico-práticas que a contradizem e manifestam. Aparece dotada de uma capacidade de resposta a um constante estado de metamorfose e transformação da condição humana, aspirando a uma melhor satisfação dos seus propósitos e necessidades.

Uma espécie de arquitectura de “circunstância”, se assim se pode considerar, a partir do momento em que se adapta às condições e vicissitudes do momento. O Estádio Arena de Amesterdão, com a sua cobertura deslizante, ou mesmo a Cúpula do Reichstag em Berlin, de Norman Foster, com o seu “protector solar” que se desloca em seu redor, podem porventura ser aqui referidos.

A cidade do século XX é marcada pela criação de novos lugares voltados para o espectáculo e entretenimento. O lúdico passa, quase sempre, a ser a mais importante condição. A expressão “a forma segue a função” é muitas vezes substituída pela “forma segue a diversão”. Espaços climatizados e protegidos artificializam os lugares públicos , centros comerciais, museus, estádios e hipermercados passam a ser os novos espaços de convívio e estão ligados à lógica do consumo de uma forma intrínseca e recíproca.

Por vezes assiste-se a uma apropriação do edifício e do seu respectivo programa, como acontece por exemplo na instalação contemporânea Spots do estúdio Realities:United. “Uma instalação de 1800 lâmpadas fluorescentes que durante 18 meses transforma a fachada de um edifício de escritórios de 11 pisos situado em frente à Postdammer Banhof”, em plena Potsdammer Platz, também em Berlin, “numa tela que funciona como suporte para projectos artísticos e publicidade”. Uma espécie de concretização do “sonho arquitectónico herdado do universo cyberpunk e de Blade Runner que imagina a cidade do século XXI como uma cidade de luzes e de imagens em movimento”. Dessa forma o edifício sofre uma mutação, uma transformação, e é dotado de um novo papel urbano, não apenas formal e conceptual mas também social. Adquire uma nova função, assim como uma nova posição e estatuto.

Movimento porque não pára; mobilidade porque se mexe, porque se transforma.

“O propósito do edifício é dar ordem a certos aspectos do ambiente, e com isso queremos dizer que a arquitectura controla ou regula as relações entre o homem e o ambiente. Participa, portanto, na criação de um meio, ou melhor, de um marco significativo para as actividades do homem”
Christian Norberg-Schulz, 1998


Guilherme Sepúlveda

FICHA TÉCNICA: Estudo Prévio Novembro 2006 Cliente
APDL : Administração dos Portos de Douro e de Leixões, S.A.
Arquitectura Luís Pedro Silva Colaboradores Raquel Pratas,
Helena Monteiro, Fabien Vacelet, João Pedro Silva

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Terminal de Cruzeiros - Luis Pedro Silva

Artigo Abreviado

O projecto para o Terminal de Cruzeiros está integrado no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Leixões que tem como orientações estratégicas a necessidade de uma maior eficácia comercial do porto e a melhoria da sua integração urbana. O Porto de Leixões é a maior infraestrutura portuária do Norte de Portugal e uma das mais importantes do País e procura reforçar o seu potencial tirando partido da posição privilegiada no contexto do sistema portuário europeu.



Continuação

O programa contempla um cais para cruzeiros (permitindo a acostagem de navios até 300 metros), o edifício da estação de passageiros, o porto de recreio naútico para 300 embarcações e um conjunto de infraestruturas de apoio assim como o desenho dos acessos directos à cidade com a criação de um corredor de espaço público a uma conta inferior e corredor pedonal/velocipédico à cota alta.


Para além da estação de passageiros, o edíficio central do Terminal integra, nos seus vários níveis, um conjunto de espaços de comércio, de restauração, de animação e lazer – está previsto a criação de uma “mega” bancada e espaço de palco exteriores na cobertura do edifício com uma posição privilegiada sobre o mar, voltados para a praia, Parque da Cidade e para a Foz do Douro.


Obra sem complexos que responde a um programa de grande complexidade. [ver organigrama]. A forma tentacular organiza e desenha de uma forma linear os percursos : percursos de acesso ao complexo a partir da cidade, e, simultaneamente, percursos para receber os passageiros vindos do mar. Estas duas linhas constituem as formas geradoras do projecto. Não estamos perante um gesto puramente formal mas perante uma resposta sensível às necessidades programáticas e funcionais. A leitura que fazemos é que é a partir do entrelaçar destas linhas que nasce o edifício – rótula, ligação, cruzamento. Esta ideia está traduzida na expressão da fachada do edifício assim como no desenho do interior no qual uma rampa helicoidal atravessa todos os pisos, transportando-nos desde o rés-do-chão até à cobertura para contemplação da envolvente exterior.

A nova estrutura, para além de intervir e marcar a imagem urbana da frente de água de Matosinhos, irá concerteza, aliada ao programa previsto, constituir um local de referência no contexto metropolitano e nacional.


FICHA TÉCNICA: Estudo Prévio Novembro 2006 Cliente
APDL : Administração dos Portos de Douro e de Leixões, S.A.
Arquitectura Luís Pedro Silva Colaboradores Raquel Pratas,
Helena Monteiro, Fabien Vacelet, João Pedro Silva

Diana Vieira

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Capa #2

Agora, que se aproxima a data de publicação da dédalo #3, versão impressa, lembro-me que por esta ou aquela razão, nada foi publicado no blog da #2. Começo pela capa, por Diana Vieira.

expandir artigo
abreviar artigo

fica bem no blog ehehehe

Por Blogger diana, a 13 de Junho de 2007 20:13  

Comentar

ainda acerca do Global Peace Index

Sexta-feira, 1 de Junho de 2007 17:49


"O que não pode ser medido, não pode ser compreendido". Ora, a paz no mundo foi medida, mas será possível compreende-la. "The Economist" ensaiou uma possível análise, realçando, no entanto, uma lógica falha da medição. É que ao suportar incondicionalmente um baixo orçamento militar, e penalizar países com altos, o index pode parecer privilegiar os "freeloaders": países que gozam de paz precisamente porque outros mais poderosos (estados unidos principalmente) tomam conta da sua defesa. "De facto, uma das principais ideias por trás da NATO, assim como de outros pactos de segurança, é que a protecção por parte dos eua implica que não são necessários grandes investimentos em poderio militar para ser um grande interveniente de seu próprio direito."

"Mesmo assim, o principal acerca do index talvez não seja como os países estão agora, mas sim como mudam ao longo do tempo: se um país se está a tornar mais pacífico, isso é presumivelmente positivo - se, pelo contrário, se está a tornar menos, isso poderá ser um aviso.
Para onde um país caminha pode importar mais que a sua posição actual no ranking."

Give peace a rating

31 Maio 2007
In The Economist

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

TGV Reactivado


Agora alargando "os apeadeiros" às artes plásticas, o TGV muda de linha.
Sendo essencialmente um projecto académico, embora sempre se tenha tentado utrapassar esse estatuto, a colaboração com outras instituições das assim chamadas belas-artes sempre foi um objectivo da dédalo. Por uma ou por outra razão, durante o seu primeiro ano esse objectivo não se tornou numa realidade. É assim de louvar a re-iniciativa do Tgv que agora conta com um "segundo maquinista" formado em design na ESAD.

"Estamos conversados sobre o passado."

Só resta desejar boa viagem, em nome da equipa dédalo,

Ricardo Leal

expandir artigo
abreviar artigo

Contamos com a v/ participação.

Abraço.
JM.

Por Blogger tgv#06, a 24 de Setembro de 2007 12:10  

Comentar

Portugal considerado o 9º país mais seguro do mundo


Portugal é o nono país mais pacífico do mundo, de acordo com uma tabela publicada hoje. A lista é liderada pela Noruega, o Iraque surge na última posição e os Estados Unidos têm 95 países à sua frente.

O Global Peace Index, que agrupa 121 países, foi elaborado pelo filantropo australiano Steve Killelea para o The Economist Intelligence Unit, o centro de investigação associado à revista britânica "The Economist".

A tabela foi feita com base em 24 factores, entre os quais os níveis de violência, o crime organizado e as verbas que cada nação destina às forças militares.

Os países europeus estão em maioria no grupo dos dez dos mais seguros, enquanto os Estados Unidos da América ocupam a 96ª posição.

O estudo salienta que os países estáveis de pequena dimensão e integrados em blocos regionais como a União Europeia estão entre os mais tranquilos.

Os rendimentos dos cidadãos e o nível de educação são também factores determinantes na posição que cada país ocupa neste "ranking", cuja elaboração contou com o apoio de personalidades como os prémios Nobel da Paz Dalai Lama, Desmond Tuto e Jimmy Carter.

Segundo esta tabela, a Noruega é o país mais pacífico do mundo. Completam o "top ten" Nova Zelândia, Dinamarca, Irlanda, Japão, Finlândia, Suécia, Canadá, Portugal e Áustria.

No fundo da lista está o Iraque, considerado o mais perigoso, ainda mais do que Sudão, Israel, Rússia, Nigéria, Colômbia, Paquistão, Líbano e Costa do Marfim. Angola surge como o 10º país mais perigoso do mundo nesta tabela.

Lista completa

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Barracas Queima

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007 21:57

Barraca AeFaup com direito a tempo de antena. Fonte original: Jornalismo Porto Net

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Artigo Abreviado

A.S.F.P.- Arquitectos Sem Fronteiras Portugal
M.I.R.A. - Migration Interface for Reflexion and Activism

Migration: Our ideology stands for a new mentality, presented in our Manifesto.
Interface: A platform that supports and connects different individuals, projects, organizations, ideas…building bridges between them.
Reflection: The process of individual awareness starts by creating an individual consciousness.
Activism: Being active with effective answers to different problems and situations, denouncing, reclaming and redefining.


INTRODUÇÃO:

As cidades são os nossos Portos de Abrigo.
Elas simbolizam “esperança” de uma melhor qualidade de vida e oportunidades.
Pela sua dimensão e infra-estruturas conseguem albergar diferentes estilos de vida económicos/sociais que se instalam também de modo diferente no território.

Continuação

Assim, na cidade, o território físico e social está intrinsecamente ligado.
Nas nossas cidades é com facilidade que conseguimos assinalar territórios com características físicas e sociais distintas.

A existência dessas “fronteiras” pode ser resultado de uma acção planeada mas também pode ser incremental.

Em muitos aglomerados urbanos a solução encontrada para o aumento populacional e a alteração dos estilos de vida foi a expansão da cidade através de novas construções enquanto os seus centros históricos sofreram um decréscimo populacional considerável.

De uma forma lenta ou súbita, as mudanças populacionais podem levar a um ciclo de desemprego, pobreza, crime, a ainda maior êxodo.

O resultante abandono e desfiguração do território torna-se um problema para os que ficam para trás, normalmente idosos e pessoas que sobrevivem nas franjas económicas da sociedade.

É nestes territórios menosprezados que se instalam comunidades migrantes, dado que é aí que encontram rendas mais favoráveis e também um território livre para “ocupar”.

O nosso objectivo com esta iniciativa é promover uma reflexão sobre a cidade, seu território físico e social, no que toca aos problemas de exclusão social, com especial ênfase nos relacionados com a questão da imigração.

Propomos assim um concurso de ideias que tem como objecto de estudo/intervenção a nossa cidade, o Porto, representada por quatro lugares:

1- Núcleo edificado atrás do Terminal Ferroviário de S.Bento;
2- Viela do Anjo;
3- Terreno Vizinho à Casa da Música;
4- Rotunda da Areosa.

Com a escolha destes lugares procuramos identificar no território da nossa cidade diferentes estádios de associação do pensamento crítico sobre espaço público, cidadania, problemáticas associadas à exclusão social e à migração.

O primeiro encontra-se no coração da cidade, seu centro histórico, e é representativo da malha urbana do séc. XIX, o segundo, também no centro histórico, encontra-se num bairro habitacional de características marcantes físicas e sociais e representa uma tentativa municipal de “abertura” desse bairro á cidade, o terceiro é um espaço expectante nas imediações de locais ícones da “nova cidade” moderna e contemporânea, o quarto é representante dos resultados colaterais da cidade incremental contemporânea.

O que se pretende é encorajar os participantes a apresentar ideias que denunciem/reclamem/redefinam as ocorrências problemáticas sugeridas pelos locais propostos, visando a integração social, para um território mais democrático, fortalecendo o papel social de cada indivíduo.

Data limite - 04 de Julho de 2007
Publicação - 13 de Julho de 2007 em www.mi-ra.in/hostingcity, como em sites associados
Exposição e catálogo - data e local a anunciar

É com estas iniciativas, para as quais o vosso contributo é essencial através da apresentação das vossas ideias, que esperamos sensibilizar o maior número de pessoas para as causas que defendemos criando e viabilizando sinergias entre os diferentes participantes.

mais informações: Cidade de Abrigo

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

O Arquitectura.pt promove a arquitectura nacional através da discussão e debate


Durante o mês de Maio e Junho o Arquitectura.pt vai promover as Semanas Temáticas de Arquitectura Nacional.

Durante o último mês, foram contactados diversos ateliers que decidiram colaborar nesta iniciativa através da publicação online dos projectos que consideraram mais relevantes nas categorias disponibilizadas.

Temas a publicar online e respectivas datas:
Equipamentos - A partir de 14 de Maio
Urbanismo - A partir de 21 de Maio
Habitação - A partir de 28 de Maio
Reabilitação - A partir de 4 de Junho
Comércio - A partir de 11 de Junho

Cada um dos temas terá um fórum próprio, onde poderão ser consultados os projectos.
Juntamente a cada categoria, será criado um tópico para discussão e debate temático permitindo a troca de ideias e impressões, bem como alguns comentários.

Ateliers que se disponibilizaram para o efeito:

* [i]da arquitectos
* a.s*
* ARQLMP Arquitectos
* ateliermob
* Bernardo Rodrigues
* bpm arquitectura
* Cirurgias Urbanas
* CNLL
* Embaixada
* e-studio
* Inês Cortesão
* JSTC & Associados
* nbAA
* Paulo David
* Pedro Campos Costa
* Pedro Duarte Bento
* Pedro Mendes Arquitectos
* Pedro Teixeira de Melo
* Promontório Arquitectos
* OTO arquitectos

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

João Mendes Ribeiro

Artigo Abreviado



João Mendes Ribeiro é o arquitecto convidado pelo Instituto das Artes/Ministério da Cultura para representar oficialmente Portugal na Quadrienal de Praga 2007, a exposição de maior prestígio internacional na área da cenografia e arquitectura para teatro. O Instituto das Artes organiza, pela primeira vez, a representação oficial na 11ª edição desta Quadrienal, que decorre de 14 a 24 de Junho de 2007.

Continuação

João Mendes Ribeiro nasceu em Coimbra, em 1960. É um especialista em Arquitectura e Cenografia, contribuindo, deste modo, para o desenvolvimento e a influência destas disciplinas em Portugal. O seu percurso de reconhecido mérito nestas áreas conta já com diversos prémios nacionais e internacionais e com inúmeras publicações e exposições, destacando-se a sua presença na Representação Portuguesa na 9ª Mostra Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza de 2004, na qual integrou a exposição “Metaflux - duas gerações na arquitectura portuguesa recente”.

A Quadrienal de Praga é organizada pelo Ministério da Cultura da República Checa e pelo Instituto de Teatro de Praga desde 1967. É hoje um evento à escala global constituindo-se como uma exposição que, juntamente com as suas actividades paralelas, cria um espaço para seminários, workshops, encontros de profissionais de teatro, proporcionando igualmente uma oportunidade para observar e comparar o desenvolvimento do teatro, a nível mundial, na sua componente de design.
Em edições anteriores participaram artistas internacionalmente reconhecidos como Tadeusz Kantor, David Borofsky, Ralph Koltai, Luciano Damiani, Ming Cho Lee ou Achim Freyer. Portugal esteve também representado, nas áreas de cenografia e desenho de guarda-roupa, por José Manuel Castanheira, João Brites, Nuno Carinhas, António Casimiro, José Rodrigues e Juan Soutullo.

A EDIÇÃO DE 2007

A 11ª edição da Quadrienal de Praga, comissariada por Arnold Aronson, Professor de Teatro e Director do Departamento de Dramaturgia da Columbia University, encoraja cada país participante a apresentar uma exposição individual dedicada a um tema que reflicta a singularidade da cultura teatral do país, integrando-a numa perspectiva mais globalizada acerca do que poderá ser a cenografia e arquitectura para teatro no século XXI. A Quadrienal, organizada em três secções principais - secção de exposições nacionais, secção de arquitectura e tecnologia e secção para estudantes (SCENOFEST) -, vai juntar em 2007 as participações de 60 países em actividades que incluem performances no centro da cidade de Praga, exposições temáticas, conferências e workshops.

A PARTICIPAÇÃO PORTUGUESA

“ARQUITECTURAS EM PALCO” é o tema proposto por João Mendes Ribeiro para a representação portuguesa na secção de exposições nacionais da Quadrienal. O artista seleccionou diversos projectos e intervenções que reflectem o espírito contemporâneo de hibridação e experimentalismo e que abordam a cenografia enquanto experimentação de processos e linguagens comuns à arquitectura. A exposição irá ser organizada em torno de núcleos temáticos fortemente apoiados em textos conceptuais, mas também em materiais gráficos, desenhos, fotografias e maquetas e, eventualmente, em performances e peças audiovisuais. Neste sentido, o projecto para o espaço expositivo pretende condensar na forma construída a linguagem simbólica dos projectos a apresentar, concretizando uma aproximação ideológica ao tema “Arquitecturas em Palco” através de um dispositivo formal de evidente feição cenográfica.
Todos os materiais a expor serão acondicionados e transportados em “malas-mesa”, que servirão também de suporte aos conteúdos, fazendo parte do próprio projecto cenográfico da exposição. Prevê-se ainda a (re)utilização de um dispositivo, também ele modular e transformável, concebido para a exposição “Paisagens Invertidas” da Ordem dos Arquitectos no XXI Congresso Mundial de Arquitectura (Berlim, 2002). Este dispositivo consiste numa estrutura modular em madeira, desmontável, e configura um pequeno auditório, em anfiteatro, dotado de um ecrã para projecções vídeo.

Curador Geral: Arnold Aronson
Datas: 14 a 24 de Junho de 2007
Inauguração oficial: 14 de Junho, às 18h00
Local: Industrial Palace, Vystaviste Exhibition Grounds, Praga

mais informações: pq.cz

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

50 anos de Helvetica


2007 marca o quinquagésimo aniversário do design Helvetica de Max Miedinger and Edouard Hoffmann, a mais omnipresente de todos os tipos de letra.
Largamente considerada como o tipo de letra oficial do século XX, a Helvetica comunica com formas simples, bem proporcionadas, que demonstra uma claridade estética que é au mesmo tempo universal, neutra e inegavelmente moderna. Em honra ao primeiro tipo de letra adquirida pela colecção MoMA, a instalação apresenta posters, letreiros e outro material gráfico demonstrando a variedade de usos e beleza duradoura deste design clássico.

mais informações moma.org

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

Conferências de Arquitectura do NAUBI

Domingo, 13 de Maio de 2007 18:50


Conferências de Arquitectura do NAUBI reúnem profissionais na Covilhã O evento vai decorrer entre 21 e 24 de Maio


O Núcleo de Estudantes de Arquitectura da Universidade da Beira Interior (NAUBI) está a organizar a segunda edição do Ciclo de Conferências de Arquitectura.



Continuação

O evento vai decorrer nos dias 21 a 24 de Maio, tendo a presença de convidados de referência no panorama da arquitectura nacional e internacional. Keil do Amaral, Vítor Murtinho, Carlos Mourão, Jorge Graça, Carlos Veloso, Virginio Moutinho, Esteban López Burgos, Juan Carlos Arnuncio Pastor, Fernando Zaparain Hernandez e Jacek Dominiczak são algumas das presenças já confirmadas.
Estas conferências pretendem ser um marco no panorama não só do curso mas de toda a região, dando a conhecer experimentações e obras de autores nacionais e internacionais em palestras diversas e workshops.
As Conferências de Arquitectura vão decorrer no Auditório 8.1. da Universidade da Beira Interior e são esperados mais de 250 participantes.
Contamos convosco.


Covilhã, 9 de Maio de 2007


Para mais informação contactar: Núcleo de Estudantes de Arquitectura da Universidade da Beira Interior | Edifício II das Engenharias | Calçada Fonte do Lameiro | 6200 – 001 Covilhã | arquitectura@naubi.pt.vu |www.naubi.pt.vu | 933130384 – Pedro Martins – Presidente do NAUBI

expandir artigo
abreviar artigo

Comentar

nasceu

Sábado, 5 de Maio de 2007 20:26